As ilhas de lixo plástico nos oceanos

Além da contaminação dos mananciais de água doce, a humanidade hoje enfrenta a poluição dos mares. Entre o litoral da Califórnia e o Havaí, por exemplo, lá onde a humanidade dificilmente chega, é que toneladas de sujeira plástica são carregadas e ficam depositadas no centro do turbilhão das correntes marítimas. Sua extensão seria maior do que a soma dos territórios de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás juntos.

Essa mistura de lixo plástico, além de poluir os oceanos, também confunde animais que moram no mar. Acostumados com um ambiente livre de plásticos, eles comem tudo o que enxergam. Por essa razão, muitos ficam envenenados e morrem.

Haveria depósitos de lixo em cinco pontos dos oceanos. Nas Ilhas Maldivas, no Oceano Índico, uma nova ilha de lixo está sendo criada. A ilha tem 50 mil metros quadrados, abriga indústrias e depósitos e cresce continuamente.

Assista a matéria do Fantástico sobre o lixão do Pacífico:

Em uma tentativa de chamar a atenção das pessoas para o problema do lixo no planeta, um barco elaborado pelo ecologista David de Rothschild, inglês descendente da famosa família de banqueiros, irá cruzar o Oceano Pacífico a partir do fim desse mês, em uma viagem de mais de 20 mil quilômetros – de São Francisco (EUA) até Sidney (Austrália).

Para seu funcionamento, a equipe projetou um sistema de flutuação com 12 mil garrafas de dois litros presas ao casco. Preenchidas com apenas 12 gramas de gelo seco, elas garantem que a estrutura, de plástico reciclável, não afunde na água.

Barco material reciclado

Os mastros são feitos de canos de alumínio reciclado e as velas são de fibra PET. As cabines também são feitas de plástico reciclável e são removíveis, podendo ser usadas futuramente como estruturas em terra firme.

Enquanto o teto do barco recolhe água da chuva para uso em banho, turbinas eólicas, painéis solares e duas bicicletas ergométricas adaptadas para exercícios da tribulação gerarão energia.

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