Construção Sustentável

Teatro sustentável chama a atenção em Londres

Quem vê de longe, não imagina que um teatro possa não ser ecológico. Entretanto, mesmo com a reutilização de fantasias e cenários, é preciso considerar a força da iluminação para a maioria das peças e a produção de carbono no transporte nas apresentações em outras cidades. Um teatro londrino quer mudar essa realidade e tem experimentado ótimas soluções.

Fundado em 2000, o teatro Arcola, em Londres, tem inovado na área. Em 2007, com a criação do Arcola Energy, passou a aplicar sustentabilidade de maneira mais completa, preocupando-se com a baixa produção de carbono, educação e engajamento.

arcola teatro sustentavel londres

Além da localização de fácil acesso para quem quer ir com transportes coletivos, o teatro possui uma incubadora própria, na qual cientistas, engenheiros e empresários descobrem, planejam e colocam em prática novas ações ecológicas. O projeto ainda se expande para outras áreas, como a descoberta de tecnologias verdes para escolas, por exemplo.

Confira outras iniciativas do teatro Arcola: aquecimento pela queima de biomassa; geração de energia por painéis solares; climatização e permeabilização através de telhado sustentável.

Através dos ventos, edifício produz própria energia

A sustentabilidade pode ser utilizada no dia a dia de duas maneiras principais: ecologicamente, ou seja, para reduzir o impacto no meio ambiente; economicamente, reutilizando materiais para reduzir gastos, por exemplo. Nos Estados Unidos, um edifício utiliza “asas” para produzir energia própria e, além de ajudar o meio ambiente, também gasta menos.

Turbinas eólicas que formam algo como uma asa, na parte externa de um prédio, nos Estados Unidos, chamam a atenção. Não só pelo visual, diferente de um edifício qualquer, mas pelo motivo da presença dessas turbinas: a transformação de vento em energia limpa.

edificio energia eolica

Claro que os gastos com a obra podem ter sido grandes, mas pode-se economizar até 7% da energia gasta por mês, o que pode pagar todos os custos da construção em alguns anos. Outro detalhe interessante é que as turbinas foram projetadas para diminuir o risco de acidentes com pássaros.

Os engenheiros da UC Davis College of Engineering, que criaram o projeto, afirmam a tecnologia ainda está sendo testada, mas tem muito potencial. Parece ser mesmo uma ideia bacana, será que pega?

Novo jogo permite que você construa sua própria cidade sustentável

cidade sustentavel simcity

Normalmente, costumamos reclamar muito de nossos governantes pelo modo como lidam com o meio ambiente e os problemas das cidades nas questões ecológicas e sustentáveis. Mas, e se o controle do que acontece na cidade estivesse na sua mão?

É o que promete o novo SimCity. O famoso jogo de construir e gerenciar cidades volta com uma novidade: a necessidade de cuidar também da parte ecológica. Haverá luta contra poluição, necessidade de plantação, além do compartilhamento de recursos naturais com outras cidades e outros detalhes.

Enfim, parece ser uma ideia muito interessante para chamar a atenção para os problemas que a falta de preocupação com o meio ambiente pode causar. Ao jogar e sofrer no seu próprio bolso, mesmo que virtualmente, os jogadores, e possivelmente as pessoas mais próximas também, terão uma consciência maior de quanto nossa qualidade de vida é afetada pelos problemas ecológicos.

Será que você consegue criar uma cidade mais ecológica do que a que você vive?

Moradores locais transformam trilho abandonado em parque

Quantas construções “abandonadas” você vê na sua cidade? Às vezes, por falta de verba para o término. Às vezes, por falta de renovação. A verdade é que ocupam um espaço enorme que poderia ser da natureza, tão escassa nas grandes cidades. Em Nova York, é.

A linha ferroviária High Line estava desativada há mais de 20 anos. Até que, em 2003, numa ação dos próprios moradores, foram desenvolvidos projetos para melhor utilizar o espaço. O melhor projeto criado começou a ser implantado em 2006 e hoje já está lá para ser apreciado.

trilho nova york parque

Como pode ser visto na foto, os trilhos ainda estão lá, mas servem apenas como canteiro para o verde que deslumbra o local. Mais do que a beleza, vale ressaltar a importância de se ter plantas na cidade, ajudando na preservação do ar que respiramos. E tem mais, foi idealizado e ainda é mantido pelos moradores locais, em ações voluntárias, o que serve de incentivo para todas as comunidades mundiais.

O que você acha de fazer algo parecido na sua cidade?

Moradias de baixa renda devem receber energia limpa

energia solar nas casas do minha casa minha vida

Quando vemos uma residência utilizar energia renovável para suprir suas necessidades elétricas, já imaginamos um ganho enorme. Agora, ter um projeto inteiro de construção de casas com o pensamento ecológico seria sensacional. É isso que propõe o engenheiro mecânico Fernando Alves Ximenes, para o “Minha Casa, Minha Vida”.

O programa já construiu milhares de moradias de baixa renda no país e caso adote a estrutura ecológica, poderia ajudar muito o meio ambiente. A ideia de Ximenes é aplicar a tecnologia na região de Itaitinga, em Fortaleza. Entretanto, o engenheiro explica que a questão financeira ainda deve ser discutida com a Caixa Econômica Federal, idealizadora do programa.

Seria gasto em torno de R$1,5 mil por casa, o que resultaria em um investimento de 6 milhões de reais em toda região. Vale lembrar que, além do fator ecológico, a geração de energia limpa também supre os gastos com energia elétrica, transformando-se o investimento feito em economia financeira para os moradores.

Vai dizer, seria bem bacana se essa ideia desse certo!

Fonte: Ciclo Vivo

Conheça os benefícios da construção civil sustentável

construcao civil sustentavel

O que antes era apenas um diferencial, utilizado mais para chamar a atenção do que realmente para ajudar o planeta, hoje torna-se necessário. A construção civil ecológica e sustentável ganha cada vez mais força e aos poucos vai se tornando cada vez mais comum, o que é vital para ajudar o nosso meio ambiente.

Além do avanço da tecnologia, a grande divulgação da importância de atitudes ecológicas fez com que várias empresas, em várias áreas, voltassem seu pensamento ao verde, mudando seu jeito de trabalhar para algo que ajudasse não somente o planeta, mas também cada ser vivo que nele habita, incluindo a qualidade de vida do próprio ser humano, é claro.

Entretanto, muitos ainda não adotam a construção sustentável alegando um alto custo das tecnologias necessárias para sua implementação de forma completa, mas na maioria das vezes esse “alto custo” torna-se lucrativo com as economias feitas com o passar do tempo.

Pensando nisso, o Atitude Sustentável elaborou uma lista com alguns benefícios dos prédios sustentáveis:

  • Baixo custo: estudo (Força-Tarefa de Construção Sustentável da Califórnia, 2003) mostra que um investimento inicial de um projeto verde de apenas 2% pode produzir uma economia de 10 vezes o investimento inicial, com base em um período de 20 anos de construção;
  • Maior produtividade: estudo (realizado em Seattle, EUA) mostra que ocupantes de “prédios saudáveis” e confortáveis podem ser mais produtivos. Aliás, empresas localizadas em escritórios verdes também têm uma vantagem em atrair e manter os bons empregados;
  • Maior valor no mercado: tanto prédios residenciais, quanto comerciais mantêm um alto valor de revenda, se incluir os componentes de design sustentável;
  • Ocupantes saudáveis: prédios sustentáveis evitam problemas como a poluição do ar interior e doenças respiratórias, com sistemas de ventilação saudáveis e uso de materiais não-tóxicos na construção;
  • Melhora as vendas em pequenas quantidades: pesquisa (feita na Califórnia, EUA) constatou que as vendas em lojas locais foram 40% maior quando estavam iluminadas com claraboias, em vez de iluminação elétrica;
  • Divisão de infraestrutura: indiretamente, a demanda reduzida em energia elétrica, gás e serviços públicos de água nos prédios sustentáveis, significa que estas infraestruturas podem “fazer mais com menos”. Isso pode resultar em menores custos de serviços públicos municipais a longo prazo e pode evitar passar os custos de expansão para os clientes de serviços públicos;
  • Melhor qualidade de vida: os prédios sustentáveis podem proporcionar uma rotina bem menos estressante, uma arquitetura e design verde mais agradável de se ver, afastando um pouco as pessoas da tecnologia.

Na Nova Zelândia, terremoto destrói catedral e igreja de papelão será construída para substitui-la

O poder da reciclagem é incrível. Há anos já são utilizados materiais ecologicamente corretos para a construção e essa prática tem tudo para ser ampliada daqui pra frente. Na Nova Zelândia, uma dessas “construções sustentáveis” chama a atenção: depois de um terremoto destruir a catedral, uma igreja de papelão será construída para substitui-la.

O arquiteto japonês Shigeru Ban, que já construiu uma igreja de papelão em Kobe, no Japão, depois do terremoto de 1995, será o responsável pela obra. Apesar de ser feita de papelão, a igreja será nada leve. Com tubos em formato de A, a construção aumenta a resistência e passa por tratamento contra água e fogo.

Apesar de a nova igreja ser apenas uma substituta temporária, vale a pena ressaltar a importância da reciclagem e reutilização de materiais nas construções. Entretanto, isso não é tudo. Espera-se também das empresas uma utilização ecológica no dia a dia: economia de luz e água, diminuição ou até a não utilização de papel, enfim, já há muitas tecnologias disponíveis no mercado para a “construção verde” que não custam muito mais do que as regulares e trarão ótimos resultados com o tempo. Além disso, algumas dicas de educação ambiental aos funcionários não fazem mal a ninguém!

Igreja de papelão na Nova Zelândia

Competição internacional de arquitetura projeta Londres mais sustentável para os Jogos Olímpicos

Se aqui no Brasil as preparações para a Copa do Mundo estão cada dia mais preocupantes, em Londres parece que tudo anda dentro do imaginado. Aliás, em meio às preparações, foi criada uma competição internacional de arquitetura chamada “London Olympic Games Information Pavilion”, que tinha como objetivo projetar um pavilhão de informações para o evento.

Infelizmente, os projetos não se tornarão realidade, mas como incentivo e quem sabe como planos futuros, a competição seja de enorme valia. Afinal, só de premiar criações sustentáveis, já ressalta-se uma necessidade que devemos seguir e assim reforça-se cada vez mais essa ideia na mente dos arquitetos, engenheiros e do mundo todo num todo.

Campeão da Competição de Arquitetura - Pavilhão Informativo para Jogos Olímpicos de Londres

Fonte: inhabitat.com

O grupo vencedor é português. Eles criaram um pavilhão feito em aço reciclado, com o formato e cores dos anéis olímpicos (foto) e com painéis solares no telhado, que geraria energia para o pavilhão todo. A proposta, além de linda visualmente, carrega toda a beleza que um projeto sustentável tem. É necessário que ações como essa sejam seguidas e também necessário que as transformemos em realidade.

Cada vez mais surgem tecnologias suficiente para transformarmos grande parte das nossas “criações” em algo sustentável, então devemos usá-las para amenizar o impacto ao meio ambiente e melhorarmos assim a qualidade de vida em nosso planeta!

Reutilização: tijolos feitos a partir de cinzas de vulcão

Todos devem ter ouvido falar sobre as atividades do vulcão Puyehue, localizado no Chile, que chegou a interditar aeroportos em diversos países da América, afetando até o Brasil. Além disso, vários estabelecimentos foram fechados pela ampla quantidade de cinzas na região.

Esse foi o caso da Patagônia argentina, na fronteira com o Chile, em que os hotéis pararam suas atividades. O turismo é uma grande fonte de renda local e com a rede hoteleira fechada, o prejuízo poderia ser enorme. Então, os argentinos precisavam arranjar algo para contornar a situação.

Ao acrescentar um pouco de cimento às cinzas, que contabilizaram cerca de cinco milhões de metros cúbicos, os moradores conseguiam um bloco perfeito para construção. Pra não correrem riscos, os participantes trabalham sempre com luvas e máscaras, e as cinzas são analisadas para garantir que não são tóxicas.

Além do bem ambiental, a limpeza da região, o bem social é de grande destaque. A produção dos blocos dá aos moradores o que fazer nesse momento de paralisação e mais, o resultado será a construção de casas populares, ajudando toda a comunidade.

A reutilização é imprescindível para uma melhora em nosso planeta. Além de eliminar materiais que não eram usados, ao transformá-los em peças úteis, evitamos que sejam gastos mais recursos na construção dessas mesmas peças. Então, sempre que puderem, reutilizem! Nada melhor que o exemplo acima para nos deixar empolgados, não é mesmo?

 Tijolos feitos a partir de cinzas de vulcão

Bibliotecas feitas com caixas longa-vida

Todos nós já utilizamos, pelo menos uma vez, caixas longa-vida (sim, aquelas caixinhas de leite mesmo!) para criar algum produto – para nós mesmos, durante a infância ou a adolescência; para nossos filhos ou conhecidos –, como uma casinha, um carrinho, dentre muitos outros (entre esses outros, um clássico: cestinhas de Páscoa!).

Mas você já imaginou criar um produto maior? Algo real, como uma biblioteca?

Pois é, ao todo, o Brasil inaugura cinco bibliotecas – que terão parte da sua estrutura construída a partir do reaproveitamento de caixas longa-vida – até o dia 1° de julho. As bibliotecas farão parte de ONGs e escolas públicas de diferentes estados brasileiros. Esta iniciativa, desenvolvida pelo Instituto Educare e pertencente ao projeto Ecoteca, pretende incentivar o hábito da leitura nas crianças e adolescentes do país e, ao mesmo tempo, educá-los para princípios básicos da sustentabilidade, como o reaproveitamento de materiais.

O acervo inicial de cada biblioteca contabiliza 500 obras de literatura infanto-juvenil, além de livros-brinquedos e bonecos de fantoche para as crianças menores. Os espaços ainda serão utilizados para outras atividades culturais, como apresentações de teatro, contação de histórias e saraus musicais e literários.

Este projeto é patrocinado pela ADM Brasil, e as bibliotecas serão instaladas nas seguintes ONGs e escolas públicas do país:

- Associação de Pais Pró-Centro de Recuperação para Excepcionais, em Santos, SP;

- Casa Abrigo Rotativa, em Rondonópolis, MT;

- Escola Estadual Osvaldo Rezende, em Uberlândia, MG;

- Escola Municipal Rotary Fristz, em Joaçaba, SC e

- ONG Cidade dos Meninos, em Campo Grande, MS.

Veja abaixo como é a composição de uma caixa longa-vida: