EcoModa

Reciclando a meia-calça

 

Apesar de serem unanimidade nos guarda-roupas femininos, as meias-calças são pelas frágeis e delicadas, e podem ser usadas apenas algumas vezes, mas logo rasgam ou desfiam. Para não deixar de usar meias finas e ainda assim colaborar com o meio ambiente, é possível reaproveitar as peças para soluções úteis para o dia a dia. Quer ver?

Amarradores de cabelo - Esse truque é válido desde o tempo das nossas avós: corte as pernas das meias em tirinhas e use-as para prender os cabelos! Além de renderem dezenas de amarradores, as meias são mais resistentes e não arrebentam os fios, como os elásticos tradicionais.

Faixas de cabelo - Não estamos sugerindo que você saia na rua com tiras de meia-calça na cabeça, mas utilizar as partes da cintura e da coxa da peça como faixas pode ser útil na hora de limpar a pele ou fazer a maquiagem. Tem ainda quem aposte no truque para fazer faxina sem se incomodar com a franja!

Recuperar tarraxinhas de brincos - Ao colocar um pedaço da meia no bocal do aspirador, você consegue recuperar tarraxinhas, alfinetes e outros objetos minúsculos que podem ter sido aspirados durante a limpeza.

Limpar sapatos - Aprendemos a dica com um experiente engraxate, e é uma maravilha! Depois de encerar os sapatos, passar um pedaço da meia por todo calçado dá um brilho incrível e ainda tira o excesso de produto.

Conservar cebolas - Essa também é uma dica antiga! Não é um charme para decoração, mas muitas pessoas, principalmente de áreas rurais, utilizam as meias para conservar as cebolas por mais tempo. Corta-se a meia-calça velha em tiras e pendura-se os pedaços, já com os bulbos dentro.

Transplante de plantas - Na hora de tirar o vaso do lugar, a meia tem uma função especial: ao ser colocada no fundo do recipiente, ela funciona como um filtro, impedindo que a terra escape.

Enchimento - Se  você tem uma gaveta cheia de meias-calças desfiadas, saiba que elas são ótimas para dar um “up” às almofadas e travesseiros meio murchos. A dica vale também para bichinhos de pelúcia!

Agora que você conhece tantas utilidades das meias finas depois de rasgadas, pense duas vezes antes de simplesmente desprezá-las no lixo! O meio ambiente e suas atividades do dia a dia agradecem.

Sapato 100% biodegradável é inspirado em indígenas da Floresta Amazônica

Sapato 100% biodegradável

Você já reutilizou um sapato na sua casa? Não parece ser uma tarefa muito fácil. O mais certo mesmo é utilizá-lo até quando possível ou procurar alguém especializado que possa reciclá-lo. Ou, você pode ter um sapato 100% biodegradável, simples assim.

Baseados numa técnica de povos indígenas da Floresta Amazônica, que em dias de chuva passavam no pé uma fina camada de látex, espanhóis criaram um sapato com injeção de polímero, deixando-o não só ecológico como também em torno de 3cm mais fino que o sapato tradicional.

Mais do que isso, a empresa afirma que o sapato é muito confortável, permitindo até que a pele “respire”, e está vendendo os modelos iniciais por 10 euros cada, o que parece ser um preço bastante justo. A primeira coleção possui sete cores e cinco tamanhos.

O que você achou do sapato? Você compraria caso chegasse ao Brasil?

Reutilização de roupas: suéter de lado, suéter transformado

É muito comum, em algum momento do ano, que façamos uma limpa em nosso armário para nos livrarmos de itens que já não usamos mais e ganhar espaço para novas peças. Os destinos são variados. Normalmente, doamos as peças em campanhas de solidariedade, o que é sempre uma ótima pedida.

Podemos também trocá-las em Swap Parties, igual a que a Fujiro realizou há alguns meses. Mas, se uma de suas qualidades é a criatividade, a reutilização é a opção a ser escolhida. Transformar calças em bolsas; guarda-chuva em saias; enfim, deixe-se guiar pelo seu instinto criativo.

Caso nenhuma ideia tenha te ocorrido e sua criatividade esteja passando por alguma turbulência, pode deixar que ajudamos. Confira 5 dicas para reutilizar seu suéter velho:

Capa para vinho:

Capa para vinho feita com suéter

Faça uma capa para garrafas de vinho reutilizando dois suéteres velhos.

Use as mangas para cobrir o tamanho da garrafa e com cola ou costura dê os acabamentos. Termine com um laço de lã.

Isso é ótimo para ocasiões especiais, como casamento e aniversários.

Bolsa:

Bolsa feita com suéter

Transforme seu suéter velho em uma bolsa. Para fazê-la, os materiais necessários são: tesoura, linha, agulha e um suéter velho. Corte as mangas e o decote para fazer as alças da bolsa.

Coloque as costuras laterais da blusa para frente. Junte os lados costurando-os e feche a parte inferior.

A bolsa já está pronta para ser usada.

Almofada:

Almofada feita com suéter

Confortáveis ​​almofadas dão um toque de elegância e cordialidade a qualquer decoração. Utilize os materiais disponíveis no seu guarda-roupa para fazer essa capa de almofada aconchegante.

Alinhe a borda da capa com a lateral do suéter. Meça a blusa na almofada deixando uma margem grande. Marque e corte a blusa ao longo das margens. Costure os dois pedaços juntos e corte as sobras. Inverta a capa e coloque a almofada dentro.

Case para telefone celular:

Capa para telefone celular feita com suéter

Corte a blusa de lã do tamanho de seu gadget e deixe uma pequena margem para fazer a costura. Vire do lado do avesso para costurar e recorte as sobras. Coloque o gadget dentro. A capa estará pronta para uso.

Ela oferecerá proteção ao seu dispositivo, além de ficar elegante. A peça, presente na galeria mede 13×7 cm para caber os telefones maiores também.

Capa para caneca:

Almofada feita com suéter

Lave a blusa de lã velha e meça o comprimento do frasco.

Faça a marcação na manga e corte conforme a medida.

Costure do lado do avesso, recorte as sobras e vire do lado certo.

Agora, basta deslizá-lo sobre sua caneca.

Fonte: Ciclo Vivo

Camisinhas reprovadas transformam-se em roupas nas mãos de artista brasileira

roupas feitas com camisinha

Você já deve imaginar que, assim como qualquer outro produto, as camisinhas passam por testes de qualidade antes de irem para as prateleiras. Assim, muitas delas são reprovadas e têm como destino o descarte. Entretanto, seria muito melhor usar a criatividade e dar uma nova utilidade a elas, não acham? A artista plástica Adriana Bertini acha.

Após ser voluntária no GAPA (Grupo de Apoio à Prevenção da Aids), em Florianópolis, Adriana inspirou-se para criar uma nova arte: roupas a partir de camisinhas descartadas. Com o slogan “O uso da camisinha deve ser tão básico quanto uma calça jeans e tão necessário quanto um grande amor”, a exposição das roupas já passou por diversos países da Europa e fez o maior sucesso.

Entenda, o desafio proposto por Adriana não é vender milhões e torcer para que no futuro todos usemos roupas feitas de camisinhas. Na verdade, o grande objetivo é conscientizar; reforçar a importância do uso da camisinha nas relações.

Entretanto, quem estiver disposta a se aventurar nessa nova moda, pode encontrar os modelos à venda no site da artista: http://www.adrianabertini.com.br/

Roupas salvam pinguins após vazamento de óleo

pinguins vestem casacos de lã

O que aconteceu na Nova Zelândia, após um vazamento de óleo que foi considerado o pior acidente marítimo do país, pode ser descrito como estranho, incrível e emocionante ao mesmo tempo. Com a ajuda da população, os biólogos do país vestiram roupas de lã nos pinguins afetados pelo vazamento para salvá-los.

A ideia era evitar que as aves ingerissem o óleo que cobria seus próprios corpos, enquanto ficavam na fila para serem limpas. Como você deve imaginar, casacos de lã para pinguins não são a grande moda, então seria muito difícil tricotar a quantidade necessária a tempo. Assim, em uma parceria dos biólogos com uma loja de roupas locais especializada em produtos de lã, foi organizada uma equipe para ensinar o povo a produzir os casacos e assim formou-se um mutirão para produzi-los a tempo e em quantidade suficiente para salvar todos os animais.

Sucesso! Não só os pinguins foram salvos, como também sobraram casacos de lã. Assim, em mais uma ótima atitude, eles estão sendo vendidos juntos com pinguins de pelúcia e o dinheiro das vendas destinado ao “Fundo de Resgate ao Pinguim“.

Não somente o pensamento rápido das entidades de proteção, como também a cooperação do povo impressionam. Não é simplesmente doar dinheiro, mas sim parar o que se está fazendo e produzir roupas para pinguins. Será que se algo do gênero acontecesse no Brasil teríamos quantidade semelhante de ajuda? Esperamos que sim!

Designer Louie Rigano transforma sacolas em botas de plástico (galochas).

Designer Louie Rigano transforma sacolas em botas de plástico (galochas)Para dias chuvosos, botas de plástico (galochas) são a melhor pedida. Protegem seus pés da água, da lama, e ainda podem ser coloridas, bonitas, um toque especial ao seu visual. E agora, mais do que isso: podem ser sustentáveis! O designer Louie Rigano desenvolveu botas de plástico feitas a partir de sacolas, 16 delas pra ser mais exato.

O acúmulo e a pequena reutilização das sacolas plásticas é um problema já mundial, o que faz da ideia e técnica de Rigano uma boa solução. A fabricação de cada peça é simples e econômica e elas podem ser ajustáveis. O designer acrescentou uma camada de tecido de algodão, costurada juntamente com o plástico. E, claro, as galochas continuam impermeáveis!

Ao passo em que surgem grandes problemas de desperdício, acúmulo de lixo, também surgem novas soluções e o aumento de pessoas engajadas. Talvez ainda não em quantidade suficiente, pois antes de limpar algo, seria muito melhor que não sujassem, não acham? Ou seja, ao mesmo tempo que a ideia de Louie Rigano é sensacional, seria muito melhor que as pessoas não desperdiçassem tantas sacolas plásticas como fazem.

Camiseta transfere energia de show de Rock para o celular

Camiseta transfere energia de show de Rock para o celularO festival de música de Glastonbury, um dos maiores festivais de música a céu aberto do mundo, apresentou um equipamento um tanto quanto interessante na edição de 2011: camisetas que carregavam a bateria do celular com o uso do som gerado pelos amplificadores.

Além de toda sustentabilidade envolvida na ideia, a utilidade era ponto chave: como o festival era a céu aberto, no “meio do nada”, não haveria muitas possibilidades de recarregar o celular. Assim, os participantes podiam simplesmente curtir o show, bater fotos, mandar mensagens, fazer ligações, e depois deixar o celular carregando na camiseta.

Imagine se pudermos incorporar esse tipo de tecnologia ao nosso dia a dia? Claro que a quantidade de som do evento era enorme, mas com o avanço da tecnologia, quem sabe em breve torne-se algo comum. Como seria ótimo também popularizar baterias solares: carregar o celular andando na rua, sob o sol. A necessidade que o nosso planeta vive em questões ecológicas é grande, por isso cada vez mais surgem possibilidades sustentáveis. Basta agora popularizá-las, tornar mais sustentável a vida de cada um. O planeta agradece!

1ª Swap Party Fujiro: a nova moda é reusar!

A “Swap Party“, algo como “Festa das Trocas“, é um evento em que reúne-se amigos, conhecidos, familiares, na intenção de, basicamente, trocar roupas. Sabe aquele vestido que a sua amiga não usa mais e você achou lindo? Ou aquela saia sua que está encostada no armário? É uma ótima oportunidade para uma troca! Aliás, quer melhor motivo para fazer uma festinha com os conhecidos? O planeta agradece!

Entrando nessa onda, que já é moda nos Estados Unidos e Europa, a Fujiro realizou a sua primeira “Swap Party“! Ontem, dia 09, as colaboradoras juntaram toda sua “coleção” de itens que estavam guardados no fundo do armário e levaram à empresa para trocar ou vender por um preço simbólico. E não foram apenas roupas: bolsas, sapatos e acessórios também foram inclusos!

E se já não bastasse a ajuda ao meio ambiente, ao poupar o uso dos materiais na fabricação de novas roupas, e a conscientização dos participantes, a Fujiro ainda doará as roupas que não foram trocadas à ABAM (Associação Blumenauense de Amparo ao Menor).

Confira algumas fotos da 1ª “Swap Party da Fujiro“:

1ª Swap Party Fujiro

1ª Swap Party Fujiro

1ª Swap Party Fujiro

Catalytic Clothing: roupas feitas com tecido especial purificam o ar

Há várias maneiras dentro da moda para ajudar o meio ambiente, seja na diminuição do uso de recursos para a produção ou pela reutilização de materiais para confeccionar novos tecidos: assim como a Fujiro ao produzir malha a partir de garrafas PET.

Enfim, a moda tem a capacidade de levar conscientização à população, levar pequenas atitudes que somadas tornam-se mudanças importantes para o nosso planeta. A todo momento surgem novas ações, novas tecnologias, e a Catalytic Clothing é uma das mais surpreendentes.

Da união da designer Helen Storey com o químico Tony Ryan surgiu a Catalytic Clothing, um projeto muito interessante que fabrica roupas com um tecido que purifica o ar. A tecnologia envolvida no projeto é basicamente composta por fotocatalisadores inseridos no tecido que quebram os poluentes atmosféricos.

A mistura de profissionais de áreas diferentes, mas focados na melhora da qualidade de vida pode trazer ótimos resultados. Mais do que ótimos, o nosso planeta precisa de novos resultados. O mundo precisa de novidades no jeito de viver para consertar as atitudes agressoras ao meio ambiente que às vezes mantemos mesmo sem saber.

Pra conferir mais detalhes sobre “como funciona” o tecido é só acessar o site da Catalytic Clothing (em inglês).

Helen Storey e Tony Ryan - Vestido que purifica o ar

Moda Sustentável: vestido feito com bitucas de cigarro

Se já não bastasse todo mal que o cigarro causa ao seus fumantes e às pessoas ao seu redor, há ainda também toda poluição e sujeira causadas pelas bitucas que sempre vão parar no meio da calçada, na rua, no mato, etc. Entretanto, há diversas pessoas que lutam contra esse problema, assim como contra vários outros, mas gostaríamos de ressaltar uma que chama bastante a atenção.

A francesa Flore Garcia-Bour, de apenas 22 anos, ao ver que seus vizinhos jogavam as bitucas no meio da rua, começou a pensar em alguma solução para acabar com esse mal. E não é que ela achou uma muito interessante? Em três semanas, ela coletou 3 MIL bitucas de cigarro e criou um vestido com elas… isso mesmo, um vestido feito de bitucas! Independente da viabilidade em vesti-lo, só de criar algo dessa grandeza já é um passo bem legal!

Flore Garcia-Bour tem consciência que o vestido não irá resolver o problema do acúmulo de bitucas, mas mesmo assim o criou para chamar a atenção e conscientizar as pessoas do mal que elas causam.

A dica foi postada pelo site Eco4life e abaixo você pode ver algumas fotos do vestido:

Moda Sustentável: vestido feito com bitucas de cigarro alerta população

Moda Sustentável: vestido feito com bitucas de cigarro alerta população