Reciclagem

Gisele Bündchen e a Equipe Verde: um desenho pelo planeta!

Depois de várias ações, blogs, sites, entrevistas e tantos outros jeitos de mostrar sua sustentabilidade e tentar conscientizar a população, Gisele Bündchen trará ao Brasil o desenho “Gisele e a Equipe Verde“, no qual ela e mais quatro modelos combatem o “mal ao meio ambiente”. O desenho irá ao ar em setembro, no Espaço Cartoon, do Cartoon Network.

O desenho vai ser algo parecido com “Capitão Planeta”, pois as modelos “se transformarão” a partir de anéis coloridos e assim lutarão pelo bem do planeta. O mais bacana é a mensagem passada por alguém como a Gisele, que é tão adorada pelo público. Sem contar que sendo algo sobre moda, essa mensagem irá ser recebida de uma maneira muito mais aceitável pelas crianças/meninas, principalmente.

Talvez o desenho não seja da melhor qualidade, talvez não faça muito sucesso, mas a atitude é genial. Precisa ser seguida por outros nichos e assim evoluir para alcançar o máximo de pessoas possível. Já falamos centenas de vezes aqui no blog, mas não custa repetir: é de extrema importância que celebridades e pessoas que são tidas como exemplo num geral pratiquem ações sustentáveis, ecologicamente corretas. Assim, influenciarão milhares de outras a fazerem o mesmo.

O planeta agradece.

 Gisele Bundchen e a Equipe Verde: desenho animado chega ao Brasil

Não sabe o que fazer com o lixo? A Dinamarca compra!

Na Dinamarca, empresas privadas e cooperativas sem fins lucrativos processam 100% do lixo produzidoParece brincadeira, mas não é… A Dinamarca está realmente comprando lixo! Claro, apenas dos países vizinhos, mas a atitude já é curiosa por si só. Motivo? O país já recicla todo lixo que produz, por isso precisa de mais para cumprir a demanda da produção de biogás.

Aliás, a Dinamarca  já está construindo uma nova usina de processamento de lixo, o que deixa claro que a ideia de obter lixo de países vizinhos vai realmente longe. Empresas privadas e cooperativas sem fins lucrativos processam hoje 100% do lixo produzido no país.

Não só um exemplo para o Brasil, mas para o mundo inteiro. Além de produzir pouco lixo, que é baseado no “comprar consciente”, a Dinamarca possui uma ótima rede de reciclagem do que é produzido. E isso não é baseado apenas em tecnologia e grandes recursos, é educação ambiental e social, que deveriam ser obrigação na vida de todos. Reciclar é super importante, mas tudo começa com ensinar o povo a comprar conscientemente e a reutilizar. Sãos os 3Rs do meio ambiente que devem ser postos em prática.

Bem que eles poderiam comprar algumas toneladas aqui do Brasil, não é?

Material escolar feito com copos de plástico

Os copos de plástico, muito usados em empresas e afins, sempre foram uma ameaça ao meio ambiente, pois são usados em excesso e acabam acumulando nos lixos e futuramente no planeta. A recomendação sempre foi a de levar o seu próprio copo de vidro e reutilizá-lo ao invés de gastar 2-3 copos por dia. Em meio a dicas e soluções para o problema, encontramos uma que se destaca: o projeto Recicle!

Criado por José Maria da Silva, funcionário do Laboratório de Protótipos da Faculdade de Engenharia Agrícola, o projeto transforma copos plásticos em materiais escolares como réguas e canetas. Tudo começa com a coleta do material, que se bem feita, economiza e produz um resultado de melhor qualidade. Pensando nisso, o próprio José Maria da Silva criou uma máquina onde são depositados os copos, que são lavados e pesados.

Materiais como uma bandeja de iogurte são transformados em até 6 canetas. Um copo de 500ml em uma caneta e uma régua. Assim já foram mais de 29mil canetas produzidas, sem contar todos os outros produtos ecológicos! E mais do que reaproveitar um material que ficaria acumulado no meio ambiente, a ação também conscientiza as pessoas a olharem mais para o nosso planeta, consequentemente podem vir a realizar outros projetos.

Em 2009, em uma parceria com o exército brasileiro, o Projeto Recicle enviou produtos reciclados ao Haiti.

Projeto Recicle: copos plásticos transformados em canetas e réguas

Bill Gates investe em vaso sanitário sustentável

Bill GatesVocê lê o título e pode pensar que é uma brincadeira, uma piada: “por que Bill Gates investiria em um vaso sanitáio?”. Mas é a mais pura verdade! Aliás, em um plano mais amplo, é a pura necessidade. O que a equipe de Bill Gates quer mesmo é desenvolver novas tecnologias para o processamento de dejetos humanos sem qualquer ligação a linhas de água, energia ou esgoto.

Ao alcançar esse objetivo com um custo não tão alto, o bilionário pretende criar uma saída para os países em desenvolvimento que sofrem muito com a falta de um saneamento básico adequado. Claro que, mesmo que ele consiga essa reinvenção, não será a solução para todos os problemas, mas é um começo.

“Vamos aplicar a tecnologia de microondas para transformar os dejetos humanos em eletricidade.”, explicou o professor Georgios Stefanidis, coordenador da equipe holandesa envolvida no projeto.

É importante que os famosos pratiquem ações em busca da sustentabilidade. Não só pelo resultado da ação, mas pela mobilização. Várias pessoas passam a aderir a causas verdes por verem seus ídolos as praticando, então é importante que essas informações cheguem ao máximo de pessoas possível.

O que você acha? Será que dá certo? Bill Gates já provou que é um grande inovador… torcemos pela sustentabilidade!

Competição internacional de arquitetura projeta Londres mais sustentável para os Jogos Olímpicos

Se aqui no Brasil as preparações para a Copa do Mundo estão cada dia mais preocupantes, em Londres parece que tudo anda dentro do imaginado. Aliás, em meio às preparações, foi criada uma competição internacional de arquitetura chamada “London Olympic Games Information Pavilion”, que tinha como objetivo projetar um pavilhão de informações para o evento.

Infelizmente, os projetos não se tornarão realidade, mas como incentivo e quem sabe como planos futuros, a competição seja de enorme valia. Afinal, só de premiar criações sustentáveis, já ressalta-se uma necessidade que devemos seguir e assim reforça-se cada vez mais essa ideia na mente dos arquitetos, engenheiros e do mundo todo num todo.

Campeão da Competição de Arquitetura - Pavilhão Informativo para Jogos Olímpicos de Londres

Fonte: inhabitat.com

O grupo vencedor é português. Eles criaram um pavilhão feito em aço reciclado, com o formato e cores dos anéis olímpicos (foto) e com painéis solares no telhado, que geraria energia para o pavilhão todo. A proposta, além de linda visualmente, carrega toda a beleza que um projeto sustentável tem. É necessário que ações como essa sejam seguidas e também necessário que as transformemos em realidade.

Cada vez mais surgem tecnologias suficiente para transformarmos grande parte das nossas “criações” em algo sustentável, então devemos usá-las para amenizar o impacto ao meio ambiente e melhorarmos assim a qualidade de vida em nosso planeta!

Passo a passo: caixa de presente feita com revistas

Você já parou pra pensar o quanto gasta em embrulhos para presentes? Não apenas monetariamente falando, mas você já tentou calcular o prejuízo ambiental? A quantidade de papel e outros materiais utilizados para enfeitar o embrulho do seu presente pode ser de grande impacto, ainda mais se pensarmos nacionalmente ou até mundialmente.

E no Natal então, ou em presentes para crianças, os quais muitas vezes são recheados de embrulhos para parecerem enormes? Prefere nem pensar, não é mesmo? E se houvesse uma saída para você economizar das duas maneiras: tanto no seu bolso quanto no “bolso do meio ambiente”? Abaixo você poderá conferir como fazer uma caixa de presente com revistas. Assim, você utiliza aquelas revistas que você já iria jogar fora ou deixar sem uso pela casa, economiza o dinheiro que gastaria em um embrulho novo e de quebra ainda ajuda o meio ambiente através da reutilização de material!

Incrível! Espalhe para seus amigos e familiares esta ótima ideia.

*O passo a passo abaixo foi originalmente exibido no site EcoD.

Materiais:

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  • Duas folhas de papel (nesse caso, usamos folhas de capa de revista, que são mais resistentes, mas você pode fazer com qualquer tipo de papel);
  • Tesoura;
  • Caneta;
  • Régua;
  • Duas fitas coloridas (aqui usamos cores diferentes, mas você pode usar a mesma fita cortada em dois pedaços, se preferir);
  • Fita adesiva.

1º passo: Quadrado

A primeira coisa a fazer é transformar sua folha retangular de revista em um papel quadrado. Um truque para fazer isso é dobrando uma ponta em direção ao meio até alinhá-la com a lateral do papel.

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Depois, basta cortar a sobra.

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O segundo papel deverá ser um pouco menor que o primeiro, para que um caiba dentro do outro. Nesse caso, usamos um papel de 26 cm por 35 cm, e cortamos as folhas com uma diferença de 2cm, mas isso pode variar a depender do tamanho do papel que você vai usar.

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Depois de medir a diferença, basta dobrar e cortar a sobra, como na primeira folha.

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2º passo: Marcações

Chegou a hora de fazer as dobras que irão marcar o papel e facilitar na hora da montagem. O primeiro passo é dobrar as folhas ao meio – na vertical e na horizontal.

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Depois, dobre as quatro pontas em direção ao centro, formando um quadrado.

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Depois, dobre as laterais em direção ao centro – dos dois lados.

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Abra, e repita a dobra nas duas laterais.

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3º passo: Montagem

Agora você irá montar sua caixa. Primeiro, abra dois lados do papel…

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… e levante os meios em direção ao centro.

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Depois, levante a aba lateral, aproveitando as dobras que já foram feitas…

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… e passe a sobra do papel para dentro.

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Repita os mesmos passos do outro lado.

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Repita todos os passo na outra folha e você já terá as duas partes da sua caixa montadas. Se quiser, já pode usá-la. Se preferir colocar a fitinha, siga para o próximo passo.

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4ª passo: Fitas

Para colocar as fitas na tampa da caixa (o lado maior), cole uma ponta da fita na parte de dentro da tampa.

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Repita o passo com a outra fita, do lado oposto da caixa.

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Agora basta virar a tampa e fazer um laço com as duas fitas, cortando o que sobrar.

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Está pronto!

Agora basta guardar seu presente, fechar sua caixa e presentear com estilo e sustentabilidade!

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E não se esqueça de jogar o papel que sobrou no coletor azul para a reciclagem!

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Reutilização: tijolos feitos a partir de cinzas de vulcão

Todos devem ter ouvido falar sobre as atividades do vulcão Puyehue, localizado no Chile, que chegou a interditar aeroportos em diversos países da América, afetando até o Brasil. Além disso, vários estabelecimentos foram fechados pela ampla quantidade de cinzas na região.

Esse foi o caso da Patagônia argentina, na fronteira com o Chile, em que os hotéis pararam suas atividades. O turismo é uma grande fonte de renda local e com a rede hoteleira fechada, o prejuízo poderia ser enorme. Então, os argentinos precisavam arranjar algo para contornar a situação.

Ao acrescentar um pouco de cimento às cinzas, que contabilizaram cerca de cinco milhões de metros cúbicos, os moradores conseguiam um bloco perfeito para construção. Pra não correrem riscos, os participantes trabalham sempre com luvas e máscaras, e as cinzas são analisadas para garantir que não são tóxicas.

Além do bem ambiental, a limpeza da região, o bem social é de grande destaque. A produção dos blocos dá aos moradores o que fazer nesse momento de paralisação e mais, o resultado será a construção de casas populares, ajudando toda a comunidade.

A reutilização é imprescindível para uma melhora em nosso planeta. Além de eliminar materiais que não eram usados, ao transformá-los em peças úteis, evitamos que sejam gastos mais recursos na construção dessas mesmas peças. Então, sempre que puderem, reutilizem! Nada melhor que o exemplo acima para nos deixar empolgados, não é mesmo?

 Tijolos feitos a partir de cinzas de vulcão

Separe o lixo e acerte na lata!

Campanha "Separe o lixo e acerte na lata"

A Política Nacional de Resíduos Sólidos veio para valorizar a reciclagem do lixo, com previsões de extinguir lixões e implantar coleta seletiva em todos os municípios brasileiros até 2014. Entretanto, muita gente ainda não a conhece ou não sabe como funciona. Para solucionar esse problema, o Governo Federal, por meio dos ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, lançou a campanha “Separe o lixo e acerte na lata”.

Além de apresentar a nova política à população, a campanha pretende reeducar as pessoas sobre a questão do lixo.Ressaltar a importância de separar o lixo seco do molhado, a necessidade do consumo consciente, mostrar o quanto a reciclagem correta ajuda na questão ambiental e também social ao garantir dignidade e renda aos catadores de material reciclado. Enfim, a campanha pretende conscientizar e mobilizar o maior número de pessoas sobre a implantar certos hábitos ecológicos em seu dia a dia.

A campanha “Separe o lixo e acerte na lata”, que já era divulgada na TV, rádio e impressos, agora também ganhou site para aumentar o número de impactados: http://separeolixo.com.

Abaixo você confere um dos vídeos produzidos para a campanha.

Medicamentos: descarte-os corretamente

Seus avós, pais ou você mesmo tem uma “farmacinha” básica em casa, com xaropes, remédios para dor de cabeça e muscular? Todos nós temos ou conhecemos alguém que tenha uma “farmácia” em casa, não concordam? Afinal, ela ajuda em várias situações. O problema é quando os medicamentos desse estoque perdem a validade. E, até mesmo os remédios, quando descartados de forma incorreta (jogados no lixo doméstico, vaso sanitário ou nas pias de casa), prejudicam água, solo, fauna, flora e a própria saúde humana, já que contêm em sua formulação substâncias de difícil composição, que podem contaminar recursos híbridos e alterar o desenvolvimento de plantas e animais.

De acordo com artigo da Revista Ciências do Ambiente On-Line, da Unicamp, análises realizadas em todo o mundo detectaram nos subsolos, esgotos domésticos e águas superficiais a presença de anestésicos, antibióticos, anti-inflamatórios e hormônios. Segundo dados da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no Brasil são vendidos aproximadamente 170 milhões de unidades de medicamentos ou produtos farmacêuticos por mês. Essa quantidade somente no setor varejista. E muitas dessas embalagens não são nem abertas.

A Eurofarma e o Pão de Açúcar lançaram em São Paulo o programa Descarte Correto de Medicamentos. Todo o material recolhido é encaminhado ao Departamento de Limpeza Urbana. Muitas cidades brasileiras não possuem esse sistema de coleta. Se você reside numa dessas, ao comprar um medicamento, retirar em postos de saúde ou hospitais, observe com atenção a data de validade. Assim você diminui as chances de que ele estrague e vá para o lixo da maneira errada.

Você sabia que, Desde 2009, está em andamento no Congresso um projeto de Lei obriga as indústrias farmacêuticas e empresas de distribuição de medicamentos a destinar corretamente os medicamentos vencidos.

E o lixo brasileiro foi parar… no México?

O céu está limpo, possui poucas nuvens e está azulzinho. O mar também está limpo, muito azul, como uma pérola recém descoberta no fundo do oceano: brilhando. Agora, imagine você sentado numa pedra, acompanhado ou sozinho, apreciando cada detalhe dessa obra produzida pela natureza. Uma paisagem simplesmente fantástica. Concorda?

Registrada pelo fotógrafo mexicano Alejandro Durán, a imagem acima pertence à reserva Sian Ka’an. Esse paraíso caribenho, localizado ao sul de Cancun (México), foi declarado patrimônio da humanidade pela UNESCO em 1987. O local, que é um parque nacional, com diversos sítios arqueológicos, está sendo contaminado por uma imensa quantidade de lixo que chega, pelas correntes marítimas, de várias partes do mundo.

Toda essa quantidade de lixo vem de 42 nações da América do Norte e Latina – Brasil inclusive –, Europa, Ásia, África e Oceania. Isso foi descoberto a partir de embalagens de diversos produtos encontrados na região.

Sendo assim, Durán – o fotógrafo – ficou impressionado com a grande quantidade de material nas praias da região, então decidiu criar a série fotográfica Washed Up* para chamar a atenção das pessoas e alertá-las sobre o descarte incorreto. O objetivo do trabalho é sensibilizar a população para o consumismo e cultura do descartável. Alejandro Durán retrata materiais coloridos imersos na paisagem, somo se tivessem sido espalhados pelas ondas.

Para o fotógrafo mexicano, o trabalho não está concluído, mas assim que finalizá-lo, ele encaminhará os materiais para um centro de reciclagem. “Este é, naturalmente, um processo sem fim, já que todos os dias novos materiais chegam a terra”, relata. Durán também pretende implementar uma programa educacional sobre arte e ecologia nas cidades de Punta Allen, próxima a Sian Ka’an (México), e Nova York (Estados Unidos da América), cidade em que vive atualmente.